Depois de uma semana repleta de palestras, a Semana de Comunicação promovida pela Faculdade Unipac, teve seu encerramento com um encontro de alunos, ex-alunos e professores do curso de Jornalismo no bar Tablado, regada a cerveja e música.
Com o show “Vozes de Minas” da banda “Os Milpes”a noite percorreu com muita alegria.
Humberto Cardoso
Criando o próprio emprego
17/06/2009
A experiência empreendedora de ex-alunos da Unipac, a Jornalista Alessandra Soares Muniz, do jornal Mulier, Edvaldo dos Santos, ex-lavador de carros e atualmente sócio da Nic – Núcleo Integrado de Comunicação Empresarial e a jornalista Priscila Pinheiro, que juntamente com outros ex-alunos apostaram suas fichas na Rádio WB, e de Jefferson Oliveira, com seu Jornal Em Foco, pautado nas reinvidicações e fatos do bairro Grama, onde mora. As dificuldades, as boas idéias e o espírito empreendedor dos ex-alunos como opção para o restrito mercado da cidade foram expostos aos alunos.
Marcos Alexandre
O professor, chefe do Departamento de Letras Estrangeiras e Modernas da Faculdade de Letras da UFJF e Dr. em Ciências da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rogério Ferreira, mostrou que os meios de comunicação não se confrontam, mas se harmonizam. “O advento da imprensa foi tão importante para a humanidade quanto o domínio do fogo e da roda”. A partir da criação da prensa de Gutemberg foi possível a disseminação do conhecimento e a manutenção dos mesmos. O computador veio para inventar novas formas de expressão. Na grande disseminação de conteúdos com baixa qualidade e confiabilidade, mais ainda o jornalista será necessário exercendo o papel de filtro de todas essas informações. Segundo o professor pesquisam mostram que o jornal impresso ainda é a maior fonte de informação das pessoas (69%), mostrando que mais que quantidade de informações as pessoas buscam veracidade e aprofundamento. A coexistência nem sempre pacífica desses meios está migrando para a convergência dos mesmos.
Renata Zuddio
Adequação profissional
17/06/2009
Mudanças no comportamento da sociedade exigem a maleabilidade do profissional da informação. Blogs, celulares e os vários meios de comunicação de que a sociedade dispõe, acentuam a importância da versatilidade do profissional de comunicação, saber escrever para todos os veículos. Ser performático para poder lidar bem com todo o tipo de situação. Dulcinea de Almeida
Esses foram os pontos negativos observados com a expansão das novas tecnologias e a proliferação de conteúdos gratuitos na Internet (jornalismo cidadão), os palestrantes chamaram atenção para a importância do profissional estar sempre acompanhando o que ocorre a sua volta.
Dulcinea de Almeida
Tecnologias do jornalismo
17/06/2009
Indispensável! Assim se pode definir o assunto exposto na mesa redonda pelos convidados que participaram na última terça feira.
João Schubert (repórter fotográfico JF Hoje), Robson Terra (Jornalista, professor), Bruno Rocha Abadias (ONG Fábrica do Futuro, graduando Ciências Sociais) e Gil Horta (Jornalista, professor) tiveram uma participação muito dinâmica no evento.
Os assuntos expostos foram de fundamental importância para “nós” jornalistas.
Faltou tempo e sobraram perguntas a serem feitas.
Tomara que na próxima haja possibilidade de conciliar melhor esse tempo e extrair ao máximo o que e os “brilhantes” convidados tinham a dizer.
Valeu a pena!
Dulcinea de Almeida
O profissional de jornalismo
17/06/2009
Um jornalista além de sua área específica deve ter conhecimento sobre os mais diversos assuntos, ter base antropológica, ter sensibilidade, discernimento, estar “antenado”, além de ser curioso e um bom contador de histórias.
Paulo César define a importância da profissão com uma frase: “Não há nada mais fascinante do que escrever a história do mundo”.
Alessandra Batista
E o diploma?
17/06/2009
Entre os assuntos abordados durante a mesa redonda tiveram mais ênfase as discussões em torno da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Para Vírgilio Gruppi a discussão sobre a exigibilidade do diploma é importante: “É claro que não é o diploma que faz o profissional ser competente ou não, porém eu não teria coragem de procurar um dentista, um médico ou um advogado que não tenha diploma”, afirma.
Paulo César acrescentou que independente da aprovação ou não da exigibilidade do diploma, os profissionais que freqüentaram o curso superior sempre vão estar a frente nas seleções das vagas nas redações. “Hoje a velocidade com a qual se produz notícia é muito grande, por isso, sem dúvida alguma, o jornalista que dominar as técnicas do jornalismo vai se sobressair sobre o candidato que não estudou estas técnicas.
O diploma sempre será um grande diferencial, quanto mais qualificado for um profissional, melhores serão suas oportunidades”, avalia.
Marcelo Lima
O impresso vai acabar?
17/06/2009
“A maioria das cartas dos leitores já não vêem mais pelos Correios e sim via e-mail”, diz Silvia, afirmando que a interatividade com os leitores, e o feedback quase instantâneo foi uma das ajudas que a internet deu ao jornal impresso. “A internet surgiu e mudou todo o paradigma de informação”. Com essa afirmação Paulo César mostrou que a arma do impresso para se manter ante a grande rede, está no aprofundamento da notícia que não é mostrado na internet, que na sua grande maioria veicula a notícia de forma superficial. Alessandra Batista
Desafios e Dilemas do jornalismo local
17/06/2009
No primeiro dia sob a mediação da professora Cláudia Figueiredo, a mesa redonda teve a presença do editor da Sircom, Aníbal Pinto, o editor geral da Tribuna de Minas, Paulo César Magela, a editora geral do JF Hoje, Silvia Carvalho, e o produtor da TV Panorama, Virgílio Gruppi.
Segundo Paulo César um dos grandes desafios do impresso local são os jornais de circulação nacional. “É uma luta entre Davi e Golias”, mesmo assim o local consegue ainda se manter justamente por seu localismo, mostrar o que acontece na cidade, no bairro, e na rua de quem o está lendo.
Para Aníbal além dos grandes jornais, uma das maiores dificuldades do jornalismo local é a falta de investimento da cidade que não valoriza os trabalhos aqui desenvolvidos.
Virgílio concordou e mostrou o poder do jornalismo local ao citar que o governo federal optou por pulverizar sua publicidade em vários veículos locais.
Alessandra Batista


